Afinal, urna eletrônica é confiável, ou não?

Antes de escrever essa matéria, fiz uma enquete no Facebook e descobri que mais de 65% das pessoas, não confiam na urna eletrônica. Pensei: Isso é um desastre, pois o voto eletrônico foi implantado no Brasil, exatamente para acabar com a desconfiança e as fraudes eleitorais. Será que as urnas eletrônicas não deram certo no Brasil?

materia urna

A primeira vez que as urnas eletrônicas foram usadas no Brasil, foi em 1996. Aqui em Novo Horizonte, isso aconteceu só em 2000 quando elegemos Toyota pela primeira vez. Muitos que hoje desconfiam da urna eletrônica, sequer lembram, mas antes, o eleitor recebia uma cédula de papel, votava e depositava em uma urna de lona que depois seria apurada manualmente. Nessa época, ocorriam todos os tipos de fraudes, urnas emprenhadas com votos falsos, preenchimento de votos em branco, contabilização de votos ilegíveis, entre outras fraudes… Então, o governo resolveu investir em tecnologia e assim acabar com a manipulação humana durante a contagem dos votos. Hoje, a apuração é feita em apenas alguns minutos após o encerramento das votações. Eu fui falar com o chefe do cartório eleitoral de Novo Horizonte, Carlos Eduardo Valéo e ele me esclareceu várias duvidas sobre o assunto. Abaixo, vou reproduzir os principais mitos e duvidas de quem não confia na urna eletrônica e quem sabe eu consiga mudar um pouco essa ideia de que elas não são confiáveis.

“Qualquer estudante de computação consegue acessar a urna e “rackea-la” Não, isso não é verdade, a urna não permite acesso remoto, pois ela não esta conectada a nenhuma rede. Os votos são armazenados em um pen-drive que é criptografado com uma assinatura digital exclusiva. O TSE contrata rackers para que quebrem a criptografia da urna e quando isso acontece, novas medidas de segurança são tomadas para deixar a urna ainda mais segura.

“Quem nomeia os ministros do TSE são políticos, sendo assim, a ordem de alterar os resultados das urnas vem de cima”. Isso também não é verdade, pois existem leis e fiscais que protegem a integridade do TSE. O processo de lacração das urnas é público e pode ser acompanhado por qualquer cidadão, no último dia 29, eu mesmo acompanhei. Somente depois de testadas e auditadas por representantes dos partidos é que as urnas passam a ser válidas. O Fato do PT ter ganho as últimas 4 eleições presidenciais, não reforça esse mito, afinal, no Estado de São Paulo, quem ganhou as últimas seis eleições foi o PSDB.

“A fraude só acontece na apuração final, onde não tem representantes dos partidos para acompanhar” Sem chances, pois o sistema é programado para que ninguém, nem mesmo os programadores, consigam alterar uma virgula, durante o período de votação e apuração. Além disso, cada urna imprime um relatório para conferência posterior. Existe um programa exclusivo do governo chamado “transportador”, onde os dados do pen-drive, após a votação, são enviados ao TRE que confere a origem e reconhece a autenticidade da fonte. Tudo de forma automatizada sem manipulação humana. Só depois de confirmada a origem daqueles dados é que começa a divulgação ao vivo da apuração das urnas. Um grande show da democracia, diga-se de passagem.

“Então porque os Estados Unidos e outros Países de primeiro mundo não aderiram ao voto eletrônico?” Quem disse que eles não aderiram? Nos Estados Unidos os votos são apurados por estado e cada um tem autonomia para escolher seu sistema de voto. Em alguns estados americanos o voto é exatamente igual ao Brasil. Além disso, hoje, mais de 30 países já aderiram a urna eletrônica, entre eles, Suíça, Canada, Austrália, Japão e até a Índia, a maior democracia do mundo com 800 milhões de eleitores.

“Porque além do voto eletrônico, não tem também voto impresso para tirar a duvida, como em outros países?” Porque o voto impresso poderia causar ainda mais duvidas, estaríamos sujeitos a velha manipulação humana. Se a ideia é evoluir, não faz sentido regredir. Além disso, o custo de acoplar impressoras em mais 500 mil urnas eletrônicas seria altíssimo, mas provavelmente nas próximas eleições os votos impressos se tornarão uma realidade.

“Porque eu não posso receber um comprovante do candidato em que eu votei?” Porque isso seria um desastre, você já ouviu falar em voto de cabresto? Imagine o patrão na segunda feira, logo após as eleições, exigindo o comprovante de cada funcionário para saber se os mesmos votaram conforme a sua vontade?

“Então a urna é 100% segura?” Não, ela é passível de erros, mas nada que comprometa o resultado final da eleição. “Um dia a urna pode ser rackeada?” Sim, pode, mas em 22 anos de uso, nunca houve confirmação de uma fraude se quer. E para quem gosta de teorias da conspiração, é só procurar na internet que encontrará centenas delas, mas essas teorias são boas, pois servem para que o TSE fique ainda mais atento sobre possíveis erros que possam surgir futuramente nas urnas eletrônicas.

Para finalizar, cá entre nós eleitor, você já viu algum político que ganhou a eleição reclamar da urna eletrônica? Não né? Por isso, dia 7 de Outubro, pegue sua colinha e vai na fé, seu voto vale muito, ele pode mudar nosso país.

Olho aberto e sempre em frente, jamais para trás.

(…)

Essa Matéria foi publicada no Jornal A Tribuna NH e na página do Facebook NH News.

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Meu nome é Gilson de Lazari e foi um prazer falar de Novo Horizonte com vocês. Até a próxima.

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