Meu canto “Torto” um dia cortará a carne de vocês

Musico Belchior em 1977.  FOTO DIVULGAÇÃO.

Acordei com essa música na cabeça, “À Palo Seco” e pensei, qual será o significado desse título?
 
Não hoje, nem no lançamento, mas talvez quando eu não estiver mais aqui, alguém poderá encontrar meu projeto musical e ao ouvi-lo, sentir-se “cortado” com as musicas.
 
Os delírios musicais poderia ser um livro com histórias angustiantes de um personagem em conflito, seria “Os Delírios Literários”. Poderia ser a vernissage de pinturas sublimares e claustrofóbicas, “Os Delírios Sob Tela”. Poderia ser uma série de grafites no alto dos prédios, sendo executados sob risco de queda; “Os Delírios Grafitados”, enfim, independente do expoente de arte, uma coisa é certa pra mim, lhe cortaria a carne, não hoje, nem amanhã… um dia.
 
Não há nada que incomode mais que um canto torto, o meu canto é tortíssimo e não é apenas o canto de cantar, é o canto de lugar, o canto torto sem uma boa forma… Novo Horizonte é um canto torto, a própria America latina também é um canto torto para o resto do mundo.
 
“À Palo Seco” é uma expressão em espanhol, que poderia ser traduzido como Matando a cobra e mostrando o pau ou el palo!
 
O cante à palo seco é um cante desarmado: só a lâmina da voz sem a arma do braço; “eu quero é que esse canto torto, feito faca, corte a carne de vocês.”
 
Ouça Belchior e tente não se imaginar de volta a uma moda passageira de 1973.

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