Não existe futuro para quem não preserva sua memória!

Esse chão de terra vermelha, onde apoiamos nossas carcaças e acalentamos nossas almas de passagem por esse universo, um dia, já foi chamada de “Fazenda Estiva”. Com o aumento populacional, passou a chamar-se “Vila São José da Trindade”, logo, os dois nomes fundiram-se e “São José da Estiva”, foi por muito tempo o nome usado para referenciar esse pedaço de terra agradável, entre paineiras e córregos onde vivemos hoje.  Em 1897, José dos Santos Fonseca, um viajante negociador, adquiriu terras por aqui e eufórico com a semelhança do lugarejo com a capital, Belo Horizonte, sugeriu um novo nome que logo acabou acatado por nossos fundadores, Novo Horizonte. Você gosta de ouvir histórias? Então ouça essa, é a nossa história!

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Você sabe o que é um “memorialista”? Esse é o nome dado ao historiador que é detentor de objetos e documentos históricos, mas não possui formação acadêmica. Aqui em Novo Horizonte, os senhores Gerson Aparecido Rodrigues e Anderson David, foram os memorialistas de um livro delicioso, lançado em dezembro passado, chamado “Águas da Amizade”, que conta um pouco da história da cidade de Novo Horizonte.

Esse livro não tem apenas lembranças, ele também trás documentos e fatos históricos, além de ser ilustrado com fotos e depoimentos deliciosos para quem, claro, sabe que: Um povo que não preserva sua memória, jamais terá futuro!

Mas como um livro de luxo desses, foi lançado numa cidade como Novo Horizonte, onde nossos representantes públicos pouco ou nada se importam com a cultura? Essa dúvida é pertinente e deve ser esclarecida – o que possibilitou o nascimento desse livro, foi um projeto do Proac, (Governo Estadual) patrocinado pela Usina Santa Isabel, permitindo que a mesma utilizasse “parte” do montante que pagaria de impostos ao governo, para patrocinar o livro. 5 mil cópias editadas pela Serifa foram distribuídas gratuitamente aos interessados.

Ao receber o meu exemplar fiquei encantando, não tinha como ser diferente, ainda mais eu, que tanto luto pela valorização da cultura local, afinal, essa Novo Horizonte apática, de maquiagem borrada e sem brilhos nos olhos, representa apenas os agentes públicos atuais, entorpecidos pela cobiça e perpetuação do poder.

A minha Novo Horizonte é oriunda de 1826, quando José Antônio de Castilho, o Totó, como era conhecido, instalou-se com sua família em Araraquara e ao lado dos seus 8 filhos, passou a desbravar as terras da região que hoje pertencem aos municípios de Itápolis, Ibitinga, e vai até São José do Rio Preto.

Um dos Filhos de Totó, que por acaso tinha o mesmo nome do paí, adentrou por terras indígenas de Wanicanga, terreno hostil, defendido bravamente pelos verdadeiros donos dessas terras, os índios brasileiros.

Totó Filho, estrategicamente, resolveu estabelecer base nos varjões do Cervo Grande, uma grande área de mato rasteiro, rodeado por poucos índios da tribo Caiganges. Em desvantagem numérica e usando apenas flechas e lanças, os índios que não conseguiram fugir foram mortos por capangas cruéis do coronel Totó e suas terras, foram tomadas de forma sangrenta e desonrosa.

A família Castilho batizou a nova aquisição de Fazenda Tabaju, Totó Filho, casou-se e teve dois filhos, Cesário José de Castilho e Eduardo José de Castilho, ambos, passaram a infância no vilarejo mais próximo, o São José da Estiva, que possuía pouco mais de 20 choupanas (casas de pau a pique) e uma população de no máximo 150 pessoas. A Vila ficava num ponto estratégico onde viajantes e seus cavalos, podiam descansar, além de possuir depósitos para armazenamento de grãos e ferramentas que seriam utilizados nos campos de café.

Essas memórias que lhes trago hoje, caro conterrâneo, faz parte da história de Novo Horizonte, mas ela é muito mais rica que isso, fiquem sabendo também, que logo começaram a chegar fazendeiros de todas as partes do mundo, italianos, japoneses, espanhóis, sírios-libaneses, mas um desses fazendeiros, recém chegados, era diferente de todos e fez a doação de 20 alqueires que seriam usados para a construção do cemitério municipal (onde hoje fica a praça do bancão); o matadouro; o posto de saúde e a capela de Nossa Senhora Aparecida. O nome desse fazendeiro era, Antônio Cardoso de Moraes, mas isso é assunto para outra matéria.

(…)

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