A Democracia Caipira de NH

Não adianta teimar, no interior, o que prevalece é a vontade do “coroné.” Mas “péra-la” coronelismo é coisa do século XVIII, hoje temos prefeitos e vereadores! Pois é, mas, apesar dos “coronés” não nos governarem mais, eles ainda continuam influenciando os bastidores políticos, essa é a lei do Chicote, ou se preferir… a Democracia Caipira.

capa coronelismo

Coronelismo foi o nome dado para uma complexa estrutura de poder exercida por figuras de alta patente militar. Esse governo tinha como características o mandonismo, o filhotismo e principalmente o apadrinhamento. Essa época “nebulosa” ficou marcada pelas fraudes eleitorais e a desorganização dos serviços públicos. Estamos falando de quase 200 anos atrás uma época que historicamente acabou denominada “República Velha.”

O título “Coronel” emana poder, é imponente, e por isso, foi adaptado de forma honorária para denominar os antigos donos de fazendas pelo interior afora, principalmente os que concorriam à cargos políticos.

Durante as eleições municipais, os caudilhos pleiteavam seus votos com ameaças ou, os  comprando, oferecendo em troca sacolas de alimentos, remédios, segurança pessoal, vaga nos leitos do hospital e até dinheiro emprestado.

Pois bem, quase dois séculos depois ainda vivemos os resquícios do Coronelismo e abusando da licença poética, apelidei de “Democracia Caipira,” afinal, é latente o quanto, nós, caipiras de Novo Horizonte, ainda “babamos ovos” para herdeiros dos antigos “coronés,” e não só na sociedade, principalmente nas repartições publicas. O senso comum nos ensina que, “rico” é sinônimo de competência e “pobre,” sinônimo de conivência.

Além disso, reparem, durante as eleições, o bom candidato sempre é o rico, o fazendeiro bondoso, aquele que ajuda a igreja, que gera empregos, leitos de hospital, remédios e até empresta dinheiro… ou seja, ele vive, o velho “coroné.” A diferença é que agora, ao invés de bradar palavras de ordem, usam discursos ultra conservadores e cristãos que no fim das contas, dá no mesmo!

Reza a lenda que, alguns anos atrás em uma pequena cidade do interior, um “coroné” que empregava a maioria dos moradores do lugarejo, subiu no palanque e ameaçou:

“Se vocês elegerem o pobre, eu fecho a fábrica!”

Porque será que o delito do rico não nos revolta tal como o delito do pobre? Porque o filho drogado do rico é “dependente químico” e o filho do pobre o “Nóia?” Porque o filho desempregado do rico é chamado de estudante e o do pobre, vagabundo?

Na minha opinião, essa submissão esta impregnada em nós, é hereditária. Veja o caso do nosso prefeito por exemplo, todos os seus bens estão bloqueados pela justiça, responde dezenas de processos, deixou a cidade abandona, se quer aparece na prefeitura, mas está lá, de boa, afinal, é rico!

Dizer amém a essa hierarquia não é só burrice, é ainda pior, estamos sustentando a herança maldita dos tempos dos “coronés,” pois, a maioria dos eleitores, nós, estamos sempre esperando algo em troca de seus votos, seja um favor, um emprego, um remédio, um leito no hospital, um dinheiro emprestado… Sacou? Somos nós, os pobres que mantemos viva a figura do “coroné.” quer uma prova? É só reparar quem vai pagar a conta da reforma da previdência. O que nos mata coletivamente não são os ricos e sim, a nossa falta de consciência de classe.

(…)

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Meu nome é Gilson de Lazari e foi um prazer falar de Novo Horizonte com vocês. Até a próxima.

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