O curioso caso da escola Nilva Dalbelo de Lima

Esses dias me meti numa confusão daquelas – meu filho de 7 anos foi transferido para uma escola pública em obras. Ao perceber o descaso com as crianças, procurei informações, mas encontrei apenas desculpas. Uma coisa é defender políticos por interesses financeiros, outra coisa é colocar crianças em risco para defender políticos. Comprei a briga mesmo e faria tudo de novo se fosse necessário.

escola em obras

Muitos acompanharam essa saga, fiz algumas lives no Facebook explicando o que estava acontecendo, mas se você não viu, de boa, eu te explico:

6 anos atrás, a prefeitura de Novo Horizonte começou alugar barracões na avenida Domingos Baraldo ao lado do antigo “ponto de pilão.” A ideia era montar uma escola municipal improvisada. Até ai tudo bem, o grande problema é que aquele local alaga durante a época de chuvas e na última vez que isso aconteceu, crianças correram riscos, foi um “Deus nos acuda!” Então, evacuaram a escola as pressas.

Enquanto isso, uma outra escola no Residencial Parque Honório Roncoleta, uma obra do governo federal, continuava inacabada, mesmo com o prazo estourado. Até aí tudo bem também, afinal, todas as obras publicas infelizmente sempre atrasam. O grande problema foi a prefeitura transferir 500 crianças para essa obra.

Uma dessas crianças, era o meu filho, Samuel. Ao chegar com ele na escola, percebi que o local não tinha a menor condição de receber crianças, até fios elétricos estavam expostos, então, fiz o que achei necessário, afinal, eram crianças.

Debati com comissionados da prefeitura que tentavam defender seus cargos, enfrentei pseudo jornalistas e pior, precisei enfrentar até, pais e mães de alunos desinformados que se quer conhecem seus direitos ou as obrigações do estado. Respeito todos, mas não podemos ser reféns da ignorância.

Acompanhado de um grupo de pais, fui até o corpo de bombeiros e descobri que a escola não tinha se quer alvará, logo, descobrimos que também não tinham o parecer da engenharia e por fim, no Ministério Publico, onde fizemos uma reclamação formal, todas essas irregularidades foram confirmadas.

Era um escândalo comprovado, principalmente por se tratar da educação, o único setor publico que até então “funcionava” em NH. Tudo foi divulgado nas redes sociais, mas a imprensa local, calou-se como sempre e quando falou, foi para defender os políticos que apoiam.

O único veiculo que divulgou o escândalo, foi a TV Tem, mas mesmo assim, repito, mais de 500 alunos continuaram estudando na obra. Para piorar, um vereador fanfarrão que se diz defensor do povo e usa uma rádio comunitária para defender seus interesses partidários, tentou me chamar a atenção para assuntos políticos, quando minha única intenção, nesse caso, era defender a integridade do meu filho. Indignado, fiz uma resposta publica ao vereador, mas ele nunca me respondeu.

Por fim, minha esposa e eu preferimos deixar nosso filho em casa até que as obras se adiantassem e nessa ultima semana estive presente na primeira reunião de pais da escola Nilva Dalbelo de Lima, onde, o clima de tensão e constrangimento era evidente.

Tenho certeza que quando essa escola estiver pronta, será a melhor de Novo Horizonte, aos poucos a confiança da minha família será retomada, mas esse triste episódio precisava ficar registrado para que erros como esses não se repitam no futuro. Hoje, quase 40% do dinheiro arrecadado no município vai para a educação.

Uma coisa é defender políticos por interesses financeiros, outra coisa é colocar crianças em risco para defender políticos.

(…)

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Meu nome é Gilson de Lazari e foi um prazer falar de Novo Horizonte com vocês. Até a próxima.

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