Na dúvida, seja gentil – revisitado

Acabei de assistir o filme “Extraordinário” (Wonder, 2017), você talvez tenha visto algo a respeito, é aquele filme do menininho que esconde o rosto com um capacete de astronauta e hoje, após um ano, me deu vontade de revisitar este artigo. wonder-5965081ee31ae

O roteiro é baseado na história real de um garoto de 10 anos que nasceu com uma rara doença que deformou sua face. O diretor “Stephen Chbosky” resumiu a vida do pequeno “Auggie” na fase em que ele entra para escola, isso já na quinta série, quando inevitavelmente precisaria lidar com a crueldade dos outros alunos.

Não é sobre o filme que eu quero falar, mas ele foi essencial para clarear alguns pensamentos que me atormentavam. Você já parou para analisar se tem bons amigos de fato? Um amigo de verdade teria inveja de você ou tentaria diminuir suas conquistas?

Faça um teste, reúna seus amigos e anuncie que está doente. Diga que esta com câncer e que talvez morra – Perante o sofrimento alheio, todos se mostrarão solidários. Mas veja bem, solidariedade não é prova de amizade, é fácil ser “amigo” quando alguém está na pior. Para alguns é até uma oportunidade de alto promoção.

Depois, faça outro teste, reúna os mesmos amigos e anuncie que seus sonhos se realizaram, que finalmente saiu do aluguel, que comprou um carro e sua vida amorosa nunca esteve melhor.
Estranhamente eles se sentiram incomodados, não todos, mas para a maioria das pessoas, é difícil conseguir alegrar-se com as conquistas alheias. Testem, é probatório.

Vocês já ouviram falar em “empatia”? É uma palavra curiosa, alguns confundem com antipatia, mas é o contrário – Empatia é a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa. É como um “super-poder” que te permite ficar alegre com as conquistas alheias. Tem até uma citação muito boa a respeito disso:

“Antes de me julgar ande com os meus sapatos”

Empatia é artigo de luxo, eu sei, tanto que quando vejo alguém a praticando, fico logo em duvida se não seria falsidade.

Já, palavras de pessimismo… rapaz, é mato! Eu sempre ouço:

“Desiste disso daí Gilsão, NH nunca vai mudar.”

Mas tem uma frase pessimista que eu preciso destacar, essa é a campeão entre as mas ditas e se resume em:

“Ah, fazer o que né?”

Geralmente é usada quando assumimos o nosso fracasso e quem ouve, costuma responder:

“É… fazer o que!”

Oras, temos muito o que fazer, consertar e corrigir. Melhorar é um exercício, nunca foi fácil e nunca, repito, NUNCA é tarde para fazer a coisa certa.

Esse artigo está repleto de citações, certamente influenciados pelo filme “Extraordinário,” que me deixou bastante reflexivo. Eu, sou sensível o bastante para calçar os sapatos do pequeno astronauta e me ver nele. Não só pelo bullyng, que um dia também sofri e pratiquei, mas por ter que conviver com pessoas que torcem contra o sucesso alheio, geralmente por acharem estranho, pessoas que tentam fazer diferente.

O mundo está cheio de pessoas estranhas, tentando algo diferente, eu sei, não é uma exclusividade minha ou do garotinho do filme, mas faço questão de deixar essa reflexão registrada, pois talvez seja o mesmo sentimento de mais alguém por aí.

E lembro é só uma opinião, tá? Nunca tive certeza de nada, quando eu espalho minhas opiniões, não faço pensando em mudar a cabeça de quem pensa diferente de mim. Faço para que os que pensam como eu saibam que não estão sozinhos.

Por isso o encorajo – Defenda seus objetivos, mesmo que alguns os desmereçam, mas sempre que precisar escolher entre estar certo ou ser gentil, seja gentil!

(…)

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Meu nome é Gilson de Lazari e foi um prazer falar de Novo Horizonte com vocês. Até a próxima.

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