Léo Karan, simbolo cultural da cidade de Novo Horizonte

Abrão Caran Abrão Jacob, mesmo com dois “Abrão” no nome, em Novo Horizonte, acabou conhecido como Abraãozinho, o baixinho que trabalhava no setor tributário da prefeitura, mas poucos conheceram o músico e compositor Léo Karan.

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Léo Karan e Abrãozinho, para quem não sabe, são a mesma pessoa. Filho de imigrantes Sírios, seus pais vieram tentar uma nova vida no Brasil e acabaram aqui, em Novo Horizonte. Abrãozinho nasceu no dia 04 de agosto de 1941 e é o quarto de 5 irmãos, Calil, Ralf, Adonis, e Gilberto.

22Logo na infância, um terrível acidente, impossibilitou o seu desenvolvimento físico, certa vez, o empresário Marcus pereira em um testemunho, disse: “Deus deu à Léo Karan, um violão e uma bengala, um sorriso nos lábios, uma palavra de ânimo e uma disposição para a vida, que se já não fosse o artista que é, seria um grande mestre da arte de viver.

Gilberto, o irmão caçula, seguiu os mesmos passos de Abrão e na adolescência, não faltou música para alegrar a casa da família Jacob Karan, que perdera cedo o seu patriarca.

No início dos anos 60, Abrãozinho partiu para capital, ele foi atrás de um sonho: a música! Chegando em São Paulo, passou a tocar em bares e boates e logo, se integrou ao grupo de boêmios intelectuais do “Jogral,” onde, parte daquela turma seriam os responsáveis pela revolução musical dos anos 60.

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O Jogral, era um mini templo da cultura brasileira. Lá, todas as noites se encontravam jornalistas, intelectuais e músicos em início de carreira, entre eles: Chico Buarque, Toquinho, Elis Regina, Renato Teixeira, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Adalto Santos e claro, Abrãozinho, agora, já se apresentando com seu nome artístico “Léo Karan”.

Ao lado de seu irmão, Gilberto, Léo escreveu dezenas de músicas e as apresentavam com frequência, logo, Luiz Carlos Paraná e Marcus Pereira, resolveram investir no talento do pequeno grande notável e lançaram em 1976, o LP “Urbana.” Produzido em alto nível com os melhores músicos de São Paulo, o disco não trazia apenas canções compostas pelos irmãos novo-horizontinos, mas também memoráveis parcerias, como em “Por incrível que pareça” composta por Léo Karan e Paulo César Pinheiro e também, “Velha de Guerra” que Léo Karan compôs ao lado de seu eterno parceiro Adauto Santos.vinil-leo-karan-urbana-lp-capa-dupla-marcus-pereira-oferta-D_NQ_NP_868042-MLB27245504730_042018-F

Acreditem – O lançamento de Urbana chacoalhou a noite paulistana, Léo Karan tornou-se uma das atrações mais cotadas entre os bares paulistanos e presença obrigatória nos famigerados festivais de música da década de 70, Léo, teve seu auge quando interpretou sua mais conhecida composição, “Charlotte” no programa Fantástico da rede Globo em 1977.

Mas, no fim dos anos 70, Luiz Carlos Paraná faleceu, o Jogral fechou suas portas, Marcus Pereira vendeu sua gravadora para a Copacabana Discos e o valioso acervo acabou sob o domínio da multinacional EMI Records.

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Léo Karan casou-se com Marina e afastou-se um pouco da música, mas nem tanto assim, logo, tentou administrar a sua própria boate em São Paulo, mas no início dos anos 80, convicto que havia cumprido sua missão com a música, Léo Karan, volta para Novo Horizonte, disposto a viver disfarçado novamente em seu alter-ego: Abrãozinho.

Mas acontece que ele não veio sozinho não, Além dos filhos do primeiro casamento de sua esposa, Vanessa e Junior. Léo, digo, Abrãozinho, também teve dois filhos, Leonardo e Mariana.

No dia 24 de junho de 1997, aos 56 anos de idades, Abrãozinho faleceu, mas Léo Karan jamais morrerá, seu disco “Urbana” tocou durante todo o velório e será eterno, pois Léo Karan viverá, sempre que sua obra for lembrada.

(…)

(Léo Karan foi homenageado no 1º Festival de Música de Novo Horizonte que ocorreu nos dias 11 e 12 de julho de 2019)

 

 

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Meu nome é Gilson de Lazari e foi um prazer falar de Novo Horizonte com vocês. Até a próxima.

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