(Opinião) Em Novo Horizonte falta representatividade quando o assunto é homossexualidade?

Estamos no período de celebração do Orgulho LGBTQIA+ e pessoas super influentes na nossa sociedade fazem parte, vocês sabem, né? No Cartório Civil, sempre tem a foto de algum casal do mesmo sexo registrando o enlace matrimonial. Porém, na Câmara, aparentemente ninguém quer representar essas pessoas.

Novo Horizonte é uma cidade “conservadora” para algumas coisas e nem tanto para outras. Esse assunto ainda é polêmico, tem clima de fofoca, de sussurro e, apesar de respeitar quem pensa diferente, não pude deixar de notar que na Câmara, a casa que representa a população novorizontina, nenhum vereador achou o tema relevante a ponto de fazer uma moção.

Quem acompanha sabe que as vezes nossos vereadores fazem moções para assuntos absurdamente irrelevantes, mas esse não é o caso do Mês do Orgulho Gay que assim como o Dia Internacional da Mulher é justificado por ações discriminatórias e violentas. O Dia específico é 28 de junho de 1969, data em que houve um confronto histórico entre a comunidade gay de Nova York e a policia.

O Brasil tem o título de ser o país que mais mata transexuais e em contraste, é o país que organiza a maior parada gay do mundo. A nossa câmara, apesar de renovada, é formada por políticos que seguem a linha de pensamento dos conservadores do passado e muitas vezes usam a religião para justificar suas posições. Falar de religião, nesse caso, é muito importante porque em algumas igrejas ainda se constrói o senso coletivo de que a homossexualidade é um pecado e consequentemente é onde nasce a intolerância e o preconceito.

Há quem defenda que pautas como essas devem ser ignoradas por que é “coisa de esquerdista”. O engraçado disso tudo é que o disjuntor de muitos que pensam assim caiu essa semana após o Governador do Rio Grande do Sul se assumir gay, ainda mais sendo ele um apoiador do presidente e com posicionamento ideológico mais à direita.

A maioria dos homossexuais não são de esquerda por acaso. Essa é a ideologia que defende a desigualdade, os trabalhadores e as minorias. Se no Brasil os partidos políticos não seguem essa pauta corretamente aí já é outro problema.

A Câmara vem evoluindo, na última sessão houve um momento histórico: uma CPI para investigar uma instituição comandada por poderosos da nossa sociedade foi aberta. Quem sempre falou que Novo Horizonte era cidade de “coronéis” poderia rever e reconhecer ao menos esse esforço.

Sobre o tema, eu entendo que muitos ainda preferem ficar anônimos e sei que ainda pode ser precoce o reconhecimento dessas pessoas na nossa comunidade. Porém, é inevitável, um dia vai acontecer e quando acontecer, ninguém ficará triste, pelo contrário, muitos novorizontinos ficarão mais felizes e representados.

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