Ouça os Delírios Musicais

Os Delírios Musicais é o nome do meu projeto musical e ele estreou nas plataformas digitais hoje, dia 25 de fevereiro de 2019. Um dia especial, pois esse, também é o dia que eu nasci, isso foi em 1978, minha mãe, a Dona Cida, conta que eu nasci com uma leve pressão, mas nunca me explicou porque eu sinto essa pressão até hoje. Deve ser culpa das nossas decisões, em setembro de 2016, pouco tempo depois da minha volta para Novo Horizonte, após deixar pra trás minha história com a música na capital paulista, resolvi sacudir a poeira e tentar … Continuar lendo Ouça os Delírios Musicais

A capa do meu disco está pronta e será K7!

Como venho divulgando, dia 25 de fevereiro, finalmente lançarei o meu disco de músicas autorais e essa, é a capa! O envelhecido é para disfarçar a precariedade ao qual o material será distribuído, “fita k7.” Sim… a capa foi feita nas medidas de uma fita cassete e aqui, está adaptada para o formato digital onde pouca coisa muda. O Delírios Musicais não será lançado em CD. Além da distribuição digital, lançarei de forma independente em fita K-7, poucas mais valiosas. Quem adquiri-la poderá também baixar o álbum através de um QR-code que vai estar no verso da capa, é uma … Continuar lendo A capa do meu disco está pronta e será K7!

A Carta

No dia 25 de fevereiro de 2017, eu estava lançando a prévia de “A Carta”, primeira música do projeto “Delírios Musicais”. Um projeto ambicioso e pessoal, eu havia traçado metas para conseguir compor e arranjar 16 músicas, sob uma única regra básica – fazer tudo sozinho. Arregacei as mangas e influenciado pelo momento delicado que vinha passando após a cirurgia que retirou um tumor maligno do meu corpo, escrevia letras que pareciam brotar em minha mente. Ao invés de 16, compus mais de 20, mas segui a meta e fiz a pré-produção de apenas 16 e mesmo não finalizadas, fiz … Continuar lendo A Carta

1978

“John Lennon/Plastic Ono Band,” de 1970, é o álbum de estreia de John Lennon após a separação oficial dos The Beatles.  Nesse disco, tem uma música chamada “Mother” ela é (na minha opinião) a música mais triste do mundo. Mas sabe o que deixa essa canção ainda mais triste? – John, que foi criado pela tia e tinha um pai ausente e uma mãe desajustada, fez a mesma coisa com seu filho, Julian Lennon.   A tia mimi fez o que pode e criou John, mas eu acho que pessoas que cresceram na presença dos pais, jamais conseguiram imaginar os prejuízos que uma separação pode causar. … Continuar lendo 1978

Eu sei que dói ouvir a verdade

Quantos anos você tem? Já namorou? É casado(a)? Já teve brigas conjugais? Já pediu um tempo? Já deu a segunda chance, a terceira, quarta, quinta… é, eu sei como é, ouvi dizer que relacionamentos erráticos influenciaram muitos artistas e tenho uma duvida – A arte supera a tristeza ou a tristeza inspira a arte? Difícil responder, acho que é pessoal, mas experiências amorosas intensas são catalizadoras e é fácil expeli-las, basta escrever um poema, afinal, o tema é muito popular e provavelmente alguém vai acabar se identificando, o difícil é fazer algo memorável. No projeto delirante que venho trabalhando desde … Continuar lendo Eu sei que dói ouvir a verdade

Você não vale nada

Vamos ser francos… Um cara como eu, criado sob leis do patriarcado, vendo o desdém diário ao qual mulheres eram tratadas, só podia ter me tornado um baita “machista escroto”, não?    Pois é, até fui, mas não sou mais. Na verdade eu era machista sem saber que era. Difícil explicar, sou de uma cidade onde até as *mulheres são machistas! Um paradoxo, digno de TCC em curso de psicologia.   Nos anos 90 e 2.000, muitos paraibanos vieram trabalhar como cortadores de cana em NH, eles ficavam apenas durante a safra e ao fim, voltavam para suas cidades. Nessas … Continuar lendo Você não vale nada

A sensação do dever cumprido é mais leve e agradável que a do banho tomado após um dia duro de trabalho.

Como jornalista debutante, publiquei 52 matérias no Jornal A Tribuna, como roteirista escrevi 24 episódios do Clube da Música Autoral, como locutor, foram 54 podcasts narrados, como escritor, rascunhei meu primeiro livro, como técnico de som, fiz mais de 100 eventos, como compositor, escrevi e arranjei 20 músicas, como produtor musical, estou prestes a concluir os Delírios Musicais e como cozinheiro, preparei os rangos diários da família de Lazari que jantou junto todos os santos dias de 2018.   Por isso e outros, é que estufo o peito para respirar fundo e acalmar meu coração, preparando essa velha carcaça para … Continuar lendo A sensação do dever cumprido é mais leve e agradável que a do banho tomado após um dia duro de trabalho.

É Difícil Falar

Gravar musicas autorais é algo que eu sempre fiz, desde a adolescência, até recentemente quando eu morava em São Paulo. Tenho um caderno de letras abstratas que renderam e ainda podem render muitas músicas. O projeto dos delírios musicais era pra ser mais um desses, “abstratos” projetos autorais, eu havia acabado de montar meu home-studio e procurava desafios, mas a bomba caiu na minha cabeça… eu estava com câncer. No inicio, de boa, pode ser benigno, vou ser otimistas, esse lance de “vitimismo” não cola comigo, dizia eu, com as mãos molhadas de suor. Nesse meio tempo, fui fazer um … Continuar lendo É Difícil Falar

O POH é o que sobrou de mim, só o resto…

Os delírios podem ser musicais, mas as letras são reais.   Quando decidi sair de Novo Horizonte, eu ainda era um menino e fui influenciado por um amigo que morava em São Paulo mas passava as férias aqui, na casa da vó que era minha vizinha. Ele me nutria com novidades que não se encontrava por aqui, alias, até hoje ele me nutre, pois é daqueles amigos pra vida toda, sabe?   Aos 23 anos eu cumpri meu juramento e realmente fui embora, mas essa música não fala da minha ida e sim da minha volta. “O Poh”, é o … Continuar lendo O POH é o que sobrou de mim, só o resto…

Tem uma música que é problemática e é a minha última canção.

Não é minha última canção realmente, apenas se chama “Minha Última Canção”, isso porque foi composta na fase em que descobri o câncer e achei que ia morrer. Na letra, estou a negociar com alguém, talvez a própria morte, e peço que antes de partir me permita tomar minha última dose, dar meu último trago e acabar de compor minha última canção. Ela tem uma referência low-fi, uso o mellotron, um instrumento que ficou eternizado na canção dos Beatles, Strawberry Fields Forever. A mix segue a mesma linha dos Beatles, mas minha versão é é noise e um tanto quanto indefinida … Continuar lendo Tem uma música que é problemática e é a minha última canção.